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Teste de Poço

Publicado: Quarta, 14 de Setembro de 2016, 19h11
Atualizado: Sexta, 17 de Novembro de 2017, 10h30

O operador pode, a seu critério, optar por realizar testes de poço como parte da avaliação de um poço. O Teste de Formação é aquele realizado por tubulação com fluxo em superfície, excluindo-se, portanto, testes a cabo, mesmo que haja coleta de amostras em subsuperfície.

A execução de um Teste de Formação não exige autorização prévia específica por parte da ANP, exceto nos casos de Testes de Longa Duração (TLD) ou de atividade realizada no âmbito de um Plano de Avaliação de Descoberta (PAD) ou Plano de Desenvolvimento (PD), ainda não aprovado pela ANP.

No caso de incidência de pagamento de royalties e outras participações sobre a produção advinda do Teste de Formação, o sistema de medição do concessionário/contratado deve ser previamente aprovado pela ANP. Nesta situação, o volume total produzido de cada fluido deve ser informado para cálculo do pagamento.

- O concessionário/contratado deve enviar para a ANP os seguintes documentos durante e após a conclusão de um Teste de Formação:

1 - Durante a execução do teste:

- Resumo das operações de cada dia e dos principais resultados de cada fluxo (durações, aberturas empregadas, fluidos recuperados, volumes e vazões, °API do óleo, razão gás-óleo, BSW) deve ser reportado na Situação Operacional de Poços (SOP), enviado através do sistema I-Engine

2 - Até 60 dias após a conclusão da intervenção em que foi realizado o teste:

- Relatório de Teste de Formação, conforme formatos e conteúdo que constam no sistema i-SIGEP

Os seguintes anexos do Relatório do Teste de Formação devem ser enviados em meio digital, via Protocolo: - Relatório operacional (sequência de eventos), Planilhas de medições de superfície, Relatório de operação de estimulação, Esquema de coluna de teste, Dados dos registradores, entre outros que se deseje enviar.

 

- Testes de Longa Duração (TLD):

O Teste de Longa Duração (TLD) é realizado dentro de um Plano de Avaliação de Descoberta (PAD), sob as mesmas condições de um Teste de Formação, porém com duração total superior a 72 horas de fluxo. Seu objetivo é obter parâmetros que permitam avaliar a descoberta.

A realização do TLD fica condicionada à observação dos seguintes procedimentos:

- Aprovação quanto às justificativas técnicas apresentadas previamente, sob a ótica de análise do reservatório;

- Aprovação do sistema de medição fiscal e o método de medição fiscal empregado, destinação do petróleo e do gás produzidos e tratamento de eventuais descartes;

- Aprovação quanto aos volumes de gás a serem queimados, quando houver necessidade;

- Utilização de instalações aprovadas sob o aspecto de segurança operacional e meio ambiente;

- Comunicação mensal dos volumes de todos os fluidos produzidos pelo Boletim Mensal de Produção (BMP) e do recolhimento dos respectivos royalties, visto que qualquer produção em TLD submete-se ao pagamento de royalties e outras participações governamentais.

Para realização de um TLD, deve haver uma autorização específica, mesmo que seja atividade prevista em PAD já aprovado.

As seguintes informações devem constar da solicitação para a realização de um TLD:

- Previsão de início;

- Cálculo dos tempos de fluxo e estática com base nos dados existentes;

- Programa de abertura gradativa do poço com acompanhamento de razão de gás-óleo (RGO) e o quociente entre a vazão de água mais os sedimentos que estão sendo produzidos e a vazão total de liquido e sedimentos (BSW);

- Cálculos de vazão limite nos casos de reservatórios com capa de gás e/ou aquífero;

- Cálculo preliminar da reserva a partir dos dados disponíveis;

- Demonstração de que a produção durante o teste não será significativa em relação à reserva total prevista;

- Demonstração de que a produção prevista para o teste não afetará as condições originais do reservatório no que concerne à conservação de energia, recuperação final e produtividade dos poços;

- Programação de tomadas de pressão ou da utilização de registrador de fundo em tempo real com leitura instantânea de dados;

- Estabelecimento prévio do limite máximo de depleção para o reservatório com relação à pressão de saturação e pressão original.

As informações obrigatórias que devem ser enviadas à SEP no caso de Teste de Longa Duração (TLD) são:

- Até 1 (um) dia após a abertura do poço para o TLD, com chegada de fluido do poço e/ou de formação à superfície, deve ser enviado o documento chamado TLDI (Teste de Longa Duração – Inicial), conforme formato e conteúdo que constam do i-ENGINE

- Semanalmente, ao longo da realização do TLD, deve ser enviado o documento chamado TLDS (Teste de Longa Duração – Semanal), conforme formato e conteúdo que constam do i-ENGINE TLDS

- Até 7 (sete) dias após a conclusão do TLD, com fechamento do poço, deve ser enviado o documento chamado TLDF (Teste de Longa Duração – Final), conforme formato e conteúdo que constam do i-ENGINE

- Durante todo o período de realização do TLD deve ser enviado mensalmente o Boletim Mensal de Produção (BMP), conforme formato e conteúdo que constam do i-ENGINE contendo a produção de óleo e gás para efeitos de pagamento de royalties e outras participações.

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