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Biometano

Publicado: Sexta, 19 de Agosto de 2016, 19h45

Biometano é um biocombustível gasoso oriundo do biogás. Por sua vez, o biogás é produzido a partir da decomposição da matéria orgânica (resíduos orgânicos) por ação de bactérias.

Tal processo denomina-se biodigestão anaeróbica. O biogás pode ser também produzido a partir de resíduos sólidos urbanos contidos em aterros sanitários ou do esgoto sanitário em estações de tratamento de esgoto, sendo, em ambos os casos, também sob a ação de bactérias por biodigestão anaeróbica.

Biometano de resíduos orgânicos

O biometano derivado do biogás é obtido de resíduos essencialmente orgânicos, isto é, os provenientes das atividades agrossilvopastoris ou de certas atividades comerciais (por exemplo, os descartes de bares e restaurantes), excluídos daí o gás de aterro e o proveniente de estações de tratamento de esgoto. Resulta, após etapas de purificação do biogás, num combustível gasoso com elevado teor de metano em sua composição. Com isso, reúne características para ser intercambiável com o gás natural em todas as suas aplicações. A qualidade do biometano é regulamentada pela ANP por meio da Resolução ANP n° 8/2015. A especificação do produto encontra-se no Regulamento Técnico ANP n° 1/2015, parte integrante da citada resolução.

O biometano de procedência qualificada pode ser misturado ao gás natural e comercializado por meio de conexão à rede de distribuição de gás canalizado, ou então, na forma de gás comprimido, distribuído em botijões.

Biometano de gás de aterro ou esgoto sanitário

O biometano obtido de gás de aterro ou o de esgoto sanitário pode conter certos contaminantes que, após a combustão, venham a afetar o uso final, particularmente no caso do uso veicular por conta da presença de silício em sua composição. Outros contaminantes podem ser nocivos à saúde humana, como alguns halogenados (precursores de furanos e dioxinas na queima).

A regulação da ANP admite que o biometano produzido a partir de fontes não qualificadas possa ser tratado como combustível experimental. As normas para realização de testes e utilização de combustíveis experimentais devem seguir o que estabelece a Resolução ANP n° 21/2016.

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