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ANP entrega Prêmio de Inovação Tecnológica 2019

Publicado: Quinta, 28 de Novembro de 2019, 12h17
Atualizado: Quinta, 28 de Novembro de 2019, 13h45


Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019 foi entregue hoje (28/11) em cerimônia no Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro / Crédito: Divulgação ANP

A ANP realizou hoje (28/11) a cerimônia de entrega do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019, no Rio de Janeiro. Nas cinco categorias do Prêmio, concorreram 147 resultados de projetos de cinco empresas petrolíferas, mais de outras 20 empresas brasileiras de tecnologia e mais de 40 instituições credenciadas com diversas unidades laboratoriais. 

"Estamos aqui para celebrar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação no Brasil. Este Prêmio já está se tornando uma tradição. É a sexta edição, realizada em um momento em que nos aproximamos de um novo ciclo, em que vamos aumentar o investimento em produção, e vamos aumentar também os recursos para a cláusula de PD&I. É neste momento que precisamos de mais projetos de inovação. Digo a todos os que estão envolvidos nessa área que aproveitem essa janela", afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, na abertura da cerimônia. 

Criado em 2014, o Prêmio ANP tem como objetivo reconhecer e premiar os resultados associados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), que representem inovação tecnológica para o setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis, desenvolvidos no Brasil por instituições de pesquisa credenciadas pela ANP, empresas brasileiras e empresas petrolíferas, com recursos provenientes da Cláusula de PD&I presente nos contratos de Exploração e Produção (E&P). 

A edição 2019 contemplou duas categorias com temas inéditos – “Segurança, Meio Ambiente e Saúde - SMS” e “Indústria 4.0” –, além de três categorias com os temas tradicionais de “Exploração e Produção de Petróleo e Gás” e “Transporte, Dutos, Refino, Abastecimento e Biocombustíveis”. A avaliação dos vencedores foi feita com base nos critérios de originalidade, relevância, aplicabilidade e funcionalidade da tecnologia, bem como foi considerada a produção científica e tecnológica como critério de desempate. 

Além disso, houve ainda homenagem à Personalidade Inovação do Ano, e concessão da Menção Honrosa 2019. 

Veja abaixo os vencedores do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2019: 

CATEGORIA I: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) exclusivamente por Instituição Credenciada, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”

Título: Captura e armazenamento de dióxido de carbono (CCS) e purificação de gases associados (LNG) na produção de petróleo em águas ultraprofundas através do processo de produção de hidratos dos gases

Empresa petrolífera: Petrogal
Instituições: USP – Escola politécnica e Unicamp
Resumo: O objetivo é uma solução industrial, real e concreta para a captura e armazenamento de CO2 e purificação de CH4, com instalações industriais de tamanho reduzido, nas plataformas FPSO. Procurou-se uma tecnologia que fosse compacta, optando por micro-misturadores estáticos, o que demonstrou a capacidade de intensificação de mistura, troca térmica e energia de trabalho. A integração de processo se dá pela flexibilidade nas configurações das correntes, o que permite um uso intenso dos equipamentos principais e dos seus auxiliares como turbinas compressores e trocadores de calor para resfriamento. Como resultados técnicos, já se tem a produção demonstrativa de hidratos em bancada e em piloto, e um projeto da unidade industrial acima de provas de conceitos, com muitas características de projetos básicos, necessário para demonstrar a diferença entre as rotas baseadas em absorção (aminas, líquidos iônicos e outros) ou membranas, e este processo compacto é capaz de atender a toda a produção de gases, sem necessidade de reinjeção nos poços, e sem outras.


CATEGORIA II: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Empresa Brasileira, com ou sem participação de Instituição Credenciada, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Exploração e Produção de Petróleo e Gás”

Título: Sistema Armazenamento e Separação Gravitacional de CO2 e CH4 em Cavernas de Sal Construídas em ambiente Offshore de Águas Ultra Profundas no Brasil

Empresa petrolífera: Shell
Instituição: USP - RCGI
Empresas: Modecom, Technomar, Argonautica, Granper

Resumo: O projeto está dividido em duas fases: a primeira tem como objetivo primário estudar o desenvolvimento de uma tecnologia / procedimento de armazenamento / descarte de gás natural com alto teor de CO2 em cavernas abertas em rocha salina pelo método de lixiviação por tempo indeterminado (CCS), na região do pré-sal. Numa segunda fase será estudado o procedimento de extração, por separação gravitacional de dióxido de carbono presente em grandes quantidades no gás natural produzido nos reservatórios do pré-sal. O desenvolvimento da primeira fase do projeto possibilitará que o CO2 não seja reinjetado nos reservatórios, evitando que estes sejam constantemente retroalimentados pelo contaminante. Já na segunda fase, a separação gravitacional dará valor econômico adicional ao sistema uma vez que possibilitará a monetização do GN separado no interior da caverna. A proposta é utilizar, sempre que possível, toda a infraestrutura já disponível nos sistemas de produção para realizar todas as etapas de desenvolvimento da tecnologia.


CATEGORIA III: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Instituição Credenciada e/ou Empresa Brasileira, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática geral “Transporte, Dutos, Refino, Abastecimento e Biocombustíveis”

Título: Centro de Simulações de Manobras do Tanque de Provas Numérico da USP aplicado à Busca de Soluções para Escoamento da Produção de Petróleo e Gás Brasileira

Empresa petrolífera: Petrobras
Instituição: USP – TPN
Empresa: Transpetro

Resumo: O projeto envolveu o desenvolvimento de um Centro de Simulação inovador para a pesquisa e estudo de manobras marítimas, portuárias e hidroviárias. O centro conta com seis simuladores de passadiço integrados, dois deles do tipo Full-Mission, adequáveis para representar diversos tipos de embarcação, como petroleiros convencionais, petroleiros DP, navios de suporte (PSV, AHTS), plataformas e navios sonda e rebocadores, um simulador de guindaste offshore e um simulador de sala de controle de lastro de plataformas. O objetivo é prover um ambiente completo para o estudo de operações marítimas não convencionais, tais como atracação a contrabordo, transferência em ship-to-ship, operação offshore multi-corpos (perfuração e alívio com suporte de embarcação de apoio por exemplo), definição da eficiência de rebocadores em ambientes com fortes agentes ambientais, análise de manobras em águas muito rasas e restritas etc.


CATEGORIA IV: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Instituição Credenciada e/ou Empresa Brasileira, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática específica “Segurança, Meio Ambiente e Saúde - SMS”

Título: Tecnologias verdes para a reciclagem de polímeros da indústria do petróleo: transformando resíduos em matérias-primas de valor para a cadeia produtiva

Empresa petrolífera: Petrobras
Instituições: UFRJ – IMA, UFPE - Lateclim

Resumo: A inovação tecnológica consiste em processo de despolimerização e posterior reciclagem de embalagens e demais materiais a base do polímero poli (tereftalato de etileno) (PET), que é ambientalmente amigável e aderente aos princípios de engenharia verde. Nas configurações de processo desenvolvidas, a despolimerização é catalisada por enzimas, por catalisadores químicos, ou por combinação destes, que levam a uma conversão do polímero em seus monômeros. Os processos consistem em reações em batelada, em que o polímero moído entra em contato com o catalisador, em fase aquosa (reação de hidrólise) ou em fase orgânica (reação de glicólise), havendo a liberação dos monômeros, ácido tereftálico (TPA) e o monoetileno glicol (MEG) (no caso da hidrólise) ou tereftalato de bis (2-hidroxietila) (no caso da glicólise). O uso de um catalisador de origem biológica (enzima), que é biodegradável e que consegue promover a despolimerização do PET em condições brandas de temperatura e pressão, torna o processo totalmente sustentável, de condução segura e que não gera resíduos tóxicos ao meio ambiente e ao ser humano. Já os catalisadores químicos agregam eficiência e rapidez ao processo, ao passo que foi possível se chegar a conversões da ordem de 96% em apenas 15 min de reação.


CATEGORIA V: Resultado associado a projeto(s) desenvolvido(s) por Instituição Credenciada e/ou Empresa Brasileira, em colaboração com Empresa Petrolífera, na área temática específica “Indústria 4.0”

Título: OtimRota - Ferramenta Computacional para Projeto Conceitual e Otimização de Sistemas Submarinos

Empresa petrolífera: Petrobras
Instituições: UFRJ - LAMCSO, USP - NDF, PUC-Rio - Tecgraf

Resumo: Alinhado à inclusão da transformação digital nos projetos na área submarina, o OtimRota surge como uma ferramenta computacional para auxiliar o engenheiro na elaboração, avaliação e comparação de projetos conceituais otimizados de sistemas submarinos. A ferramenta gera automaticamente alternativas para a locação da plataforma, e para a arquitetura e a disposição espacial dos diversos tipos de equipamentos submarinos (árvores de natal, manifolds, UTAs e outros). Em suma, o OtimRota engloba novas metodologias para automatizar a síntese de sistemas submarinos, levando à maximização do valor gerado pelo sistema de produção, obtendo arranjos otimizados, avaliados por critérios de engenharia e de custos (CAPEX, OPEX, ABEX). Isto fornece benefícios importantes em termos de projetos mais eficientes, obtidos em menor tempo, com aumento na eficiência e produção durante operação do sistema submarino, e significativa redução dos custos associados.


Personalidade Inovação do Ano 2019:

A homenagem foi concedida ao engenheiro Marcelo Gattass, pela contribuição à pesquisa, ao desenvolvimento tecnológico e à inovação no setor energético brasileiro. Gattass é diretor do Instituto Tecgraf de Desenvolvimento de Software Técnico Científico da PUC-Rio, onde coordena, por ano, mais de 30 contratos de cooperação universidade-empresa nas áreas de modelagem e visualização computacional. Professor titular do Departamento de Informática da PUC-Rio desde 1992, tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Processamento Gráfico, atuando principalmente nos seguintes temas: Visualização, Simulação Numérica, Realidade Aumentada, Modelagem Geométrica e Visão Computacional. Pesquisa atualmente nas áreas de Realidade Aumentada e Visualização Científica. Possui graduação (1975) e mestrado (1977) em Engenharia Civil pela PUC-Rio e doutorado Ph.D. (1982) em Engenharia Civil pelo Programa de Computação Gráfica da Cornell University, EUA. Liderança no desenvolvimento de relevantes projetos de sistemas computacionais para as áreas de geofísica, geologia, reservatórios, meio ambiente e logística.


Menção Honrosa - Inovação Operacional 2019:

A menção honrosa este ano foi concedida a Marcos Isaac Assayag, pela contribuição à inovação operacional considerando seu relevante reconhecimento profissional no setor da indústria brasileira de óleo e gás. Assayag ingressou na Petrobras em 1975 e, após um curso em Engenharia de Equipamentos, trabalhou em projetos de facilidades de produção. Em 1982, transferido para o Cenpes. Foi, entre 1989 e 2002, sucessivamente,coordenador do Procap-1000, 2000 e 3000. Entre 2002 e 20016, quando se aposentou da Petrobras, exerceu diversas posições executivas ligadas a equipamentos e engenharia. Como líder dos bem-sucedidos programas Procap da Petrobras, Assayag, em conjunto com sua equipe, desenvolveu processos tecnológicos que permitiram à empresa produzir em águas de até 2000 metros, bem como estabeleceu as bases para levar à produção até a profundidade de 3000 metros. Parte dessas tecnologias continuam hoje sendo utilizadas para a produção dos campos do Pré-sal brasileiro. Recebeu o reconhecimento internacional em 2007, quando foi agraciado com o “Distinguished Achievement Award for Individuals”, da OTC.

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