Ao fim de 2001, estavam atuando no Brasil, no segmento
de exploração, 34 operadoras (em um universo
de 24 holdings), das quais quatro brasileiras.
Ao longo de 2001, estiveram em vigor 107 contratos de
concessão. Dos 86 referentes à Rodada Zero
- blocos escolhidos inicialmente pela Petrobras e seus
parceiros, logo que a nova lei do petróleo passou
a vigorar -, 36 tinham possibilidade de renovação,
em função da constatação de
indícios de hidrocarbonetos nos blocos explorados.
Desses 36, houve descobertas de fato em 28, o que levou
à renovação dos contratos de concessão
pela ANP em 25 blocos - três blocos acabaram sendo
devolvidos pelos concessionários. Também
em relação à Rodada Zero, foram encaminhadas
à ANP 22 solicitações de planos de
avaliação de reservas de hidrocarbonetos.
Doze contratos de concessão relativos à
Primeira Rodada estavam em vigor em 2001. Como somente
em setembro de 2002 estará concluído o prazo
de três anos para que os concessionários
iniciem a perfuração de poços, as
atividades de exploração relativas a esses
contratos continuaram concentradas na área de sísmica,
ao longo de 2001. Já no caso da Segunda Rodada
de Licitações, estavam em vigor 21 contratos.
Quanto aos blocos do tipo C, sobre os quais os concessionários
receberam da ANP um ano de carência para dar resposta
se manteriam os contratos ou não, apenas um foi
devolvido. Entre agosto e setembro de 2001, 34 contratos
de concessão foram assinados, referentes à
Terceira Rodada de Licitações.
A atividade exploratória no Brasil foi intensa
em 2001, com um recorde de perfuração de
87 poços pioneiros. A média dos três
anos anteriores - ou seja, desde a promulgação
da nova lei do petróleo - vinha se situando na
faixa de 50 poços pioneiros. Em face desse incremento
da atividade exploratória, houve um bom número
de descobertas, somando 186 desde 1999. Foram encontradas
jazidas de pequeno e médio portes, como, por exemplo,
um novo campo de gás na Bacia de Camamu, na Bahia.
As perspectivas dos blocos BS4 e BS 500, na Bacia de Santos,
são consideradas boas. Em 2001, os campos em desenvolvimento
agregaram às reservas brasileiras cerca de 290
milhões de barris equivalentes de petróleo.
Para 2002, a projeção é de que as
concessionárias venham a investir R$ 1 bilhão
na perfuração de 35 poços pioneiros
e mais R$ 200 milhões em sísmica.
A atividade sísmica ganhou enorme impulso em 2000,
já que a ANP passou a aceitar como válida,
em algumas condições específicas,
a contratação de sísmica especulativa,
aquela feita por iniciativa própria de companhias
especializadas, por parte das empresas concessionárias,
para efeito de cumprimento do programa exploratório
mínimo dos contratos. Esta atividade sofreu uma
retração em 2001, em face da redução
na oferta de serviços e dificuldades a mais na
obtenção de licenciamento ambiental por
parte das empresas do setor. Enquanto em 2000 a atividade
sísmica envolveu 2,6 milhões de quilômetros,
esse número recuou para 1,1 milhão de quilômetros
em 2001, com predominância da chamada sísmica
especulativa sobre a sísmica proprietária,
aquela conduzida diretamente pelas concessionárias.
Para superar as dificuldades que surgiram no licenciamento
ambiental, a ANP firmou um convênio com o Ibama
com o intuito de harmonizar os dados técnicos usados
pelos dois órgãos, o que exige treinamento
de pessoal qualificado. Por esse convênio, a ANP
se comprometeu a repassar para o Ibama recursos no valor
de R$ 5 milhões.
A primeira descoberta em poço perfurado sem
parceria da Petrobras ocorreu na Bacia de Campos, no
bloco BMC-8, área licitada na Segunda Rodada.
|