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Publicações ANP » Relatório Anual 2001
Iniciativas para evitar novos acidentes

Em fevereiro de 2001, um duto da Petrobras/Transpetro se rompeu em Moprretes, no Estado do Paraná. Em decorrência deste acidente, a ANP determinou à empresa a realização de um programa, visando a segurança de todos os seus oleodutos e gasodutos que cruzem a Serra do Mar, especialmente no caso dos terrenos que se mostram mais instáveis em épocas de chuva. Para evitar novos acidentes, a companhia efetuou uma vistoria das condições geológicas de todas essas faixas. Somente depois de garantida a segurança do duto que passa por Morretes, a Agência autorizou a sua utilização no início de 2002.

Outro acidente na Baía de guanabara, nas proximidades da Praça Mauá, deste vez envolvendo o duto que abastece a refinaria de Manguinhos, também levou a ANP a interceder, rapidamente, para evitar maior dano ambiental. A Agência recomendou à refinaria a revisão de seus procedimentos operacionais, visando à operação de tal duto com mais segurança operacional.

A ANP também participou, em conjunto com a Marinha, da investigação que apurou as causas do afundamento da plataforma P-36 no campo de Roncador, no litoral do Rio de Janeiro. A finalidade dessa investigação não foi o de estabelecer injunções ou punições, mas identificar as causas, para que pudessem ser tomadas providências capazes de evitar outros problemas no futuro.

O relatório da investigação conjunta foi apresentado em julho de 2001. O grupo de trabalho concluiu que as causas das exlposões na P-36 estiveram relacionados a não-conformidades quanto a procedimentos operacionais, de manutenção e de projeto.

O relatório indicou que as explosões e o afundamento da P-36 ocorreram por uma série de causas, sendo que nenhuma delas, isoladamente, seria suficiente para provocar o acidente. Ações tomadas após as exlposões e o alagamento da P-36 também foram consideradas fora da conformidade de procedimentos operacionais, mas a comissão não pôdem concluir se o afundamento da plataforma teria como ser evitado. O exame dessas causas levou o grupo de trabalho, a partir de uma metodologia de investigação predefinida, a classificar as que foram mais criticas e determinantes.

A investigação levou a ANP acelerar a elaboração de um novo modelo de segurança operacional nas atividades de offshore, através de uma consultoria contratada junto a American Bureau of Shipping(ABS), que deverá ser implementado até o fim de 2002, contando com a colaboração dos ministérios da Marinha e do Trabalho.

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