Áreas
Inativas contendo Acumulações Marginais
Histórico
Conforme previsto na Lei do Petróleo,
a Petrobras teve ratificados seus direitos sobre cada um
dos campos de seu interesse que estavam em efetiva produção
na data de início de vigência da Lei. Nesse
sentido, em 6 de agosto de 1998, foram celebrados os contratos
de concessão referentes a 282 campos em produção
ou desenvolvimento. Outros 62 campos que já haviam
produzido ou que se encontravam na etapa de desenvolvimento
não foram reivindicados pela Petrobras no prazo previsto
na Lei do Petróleo, estando estas áreas desde
então à disposição da ANP. De
1998 até 2006, outros campos também foram
devolvidos. Estes campos ficaram conhecidos no mercado como
“campos devolvidos” ou “campos marginais
da ANP”.
Em licitações já
realizadas, visando a incrementar o valor de blocos exploratórios,
a ANP incluiu alguns de seus “campos marginais”
em blocos exploratórios, o que não se revelou
atrativo. O acompanhamento dos contratos de concessão
onde tal situação ocorreu mostrou que vários
desses campos retornaram à ANP. Há por exemplo
caso de campos licitados e já devolvidos mais de
uma vez.
Devido a essa constatação,
e visando a agregar mais valor a esses recursos da União,
a ANP, atendendo à Resolução nº
2/2004 do Conselho Nacional de Política Energética
- CNPE, incluiu na Sétima Rodada de Licitações
em 2005 parte dos 54 “campos devolvidos” que
estavam em seu poder.
Foram oferecidos 17 “campos marginais”
ou “campos devolvidos” sob a denominação
de “Áreas Inativas contendo Acumulações
Marginais”, 11 no estado da Bahia e 6 no estado de
Sergipe.
Após o sucesso dessa primeira Rodada de Licitações
de Áreas Inativas contendo Acumulações
Marginais, a ANP decidiu realizar Rodadas periódicas
com cronograma próprio, desvinculadas das Rodadas
de Licitações de Áreas com Risco Exploratório.
Ao apresentar essas áreas
a ANP pretende motivar as pequenas e médias empresas
a investir em produção de petróleo
em bacias terrestres maduras, onde a infra-estrutura para
tratamento e transporte do petróleo e do gás
natural já estão instaladas.