1/6/2009


Áreas Inativas com Acumulações Marginais

Conforme previsto na Lei do Petróleo, a Petrobras teve ratificados seus direitos sobre cada um dos campos de seu interesse que estavam em efetiva produção na data de início de vigência da Lei. Nesse sentido, em 6 de agosto de 1998, foram celebrados os contratos de concessão referentes a 282 campos em produção ou desenvolvimento. Outros 62 campos que já haviam produzido ou que se encontravam na etapa de desenvolvimento não foram reivindicados pela Petrobras no prazo previsto na Lei do Petróleo, estando estas áreas desde então à disposição da ANP. De 1998 até 2005, outros 15 campos foram devolvidos. Estes campos ficaram conhecidos no mercado como “campos devolvidos” ou “campos marginais da ANP”.

Em licitações já realizadas, visando a incrementar o valor de blocos exploratórios, a ANP incluiu alguns de seus “campos marginais” em blocos exploratórios, o que não se revelou atrativo. O acompanhamento dos contratos de concessão onde tal situação ocorreu mostrou que vários desses campos retornaram à ANP. Há por exemplo caso de campos licitados e já devolvidos mais de uma vez.

Devido a essa constatação, e visando a agregar mais valor a esses recursos da União, a ANP, atendendo à Resolução nº 2/2004 do Conselho Nacional de Política Energética - CNPE, está incluindo na Sétima Rodada de Licitações parte dos 54 “campos devolvidos” atualmente em seu poder.

Os “campos marginais” ou “campos devolvidos” em estudo para a Sétima Rodada de Licitações da ANP sob a denominação de “Áreas com acumulações marginais inativas”, totalizam 11 no estado da Bahia e 6 no estado de Sergipe:

Áreas inativas com acumulações marginais
Estado da Bahia
Estado de Sergipe
Araçás Leste
Rio Una
Bom Lugar
Jacarandá
Fazenda São Paulo
Pitanga
Gamboa
Jiribatuba
Morro do Barro
Sempre Viva
Curral de Fora
Cidade de Aracaju
Alagamar
Foz do Vaza Barris
Tigre
Carapitanga
Cidade de Pirambu


Ao apresentar essas áreas a ANP pretende motivar as pequenas e médias empresas a investir em produção de petróleo em bacias terrestres maduras, onde a infra-estrutura para tratamento e transporte do petróleo e do gás natural já estão instaladas.

E para dar um exemplo da viabilidade desse empreendimento a ANP apresenta a reabilitação do poço Quiambina-4A, integrante do campo de Quiambina, um dos “campos devolvidos” que agora integra o Projeto Campo Escola, uma parceria ANP-Universidade Federal da Bahia, no estado da Bahia e que conta com o apoio da Petrobras.

O poço Quiambina-4A teve a sua produção restaurada em dezembro de 2003, através de um investimento de cerca de R$ 300.000, que incluiu as obras civis de restauração de acesso e preparação de locação, a aquisição dos equipamentos necessários à reabilitação da sua produção e os serviços de sondagem realizados. Durante o ano de 2004 o poço produziu 6500 barris de petróleo de 30 ºAPI, sem nenhuma intervenção adicional à realizada em 2003. O acompanhamento do poço foi feito através de visita diária de um único operador e o óleo foi totalmente comprado integralmente pela Petrobras. As fotos do poço em 2002, fechado, e do início de 2004, após sua reentrada em produção, estão apresentadas abaixo, veja também o gráfico da produção obtida mês a mês.

Poço Quiambina - 4A em 2002


Poço Quiambina - 4A em 2004






Veja um mapa geral das áreas com acumulações marginais inativas.


Bacia do Recôncavo
Araçás Leste
Rio Una
Bom Lugar
Jacarandá
Fazenda São Paulo
Pitanga
Gamboa

Bacia de
Camamu-Almada
Jiribatuba
Morro do Barro

Bacia do Tucano Sul
Sempre Viva
Curral de Fora


Bacia de
Sergipe-Alagoas
Cidade de Aracaju
Alagamar
Foz do Vaza Barris
Tigre
Carapitanga
Cidade de Pirambu


Veja a decisão conjunta MME/ANP e MMA/IBAMA sobre as diretrizes ambientais para as áreas em oferta nessa bacia.
 

 

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