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Rodadas do pré-sal consolidam retomada do setor de petróleo e gás no Brasil

Publicado: Sexta, 27 de Outubro de 2017, 15h03
Atualizado: Terça, 31 de Outubro de 2017, 16h34

A 2ª e a 3ª Rodadas de Partilha da Produção no Pré-sal, realizadas hoje (27/10) pela ANP, consolidaram a retomada do setor de petróleo e gás natural no Brasil. Foram arrematados seis blocos, dos oito oferecidos nos dois leilões, gerando R$ 6,15 bilhões de arrecadação em bônus de assinatura de R$ 760 milhões em investimentos previstos no Programa Exploratório Mínimo.

Estiveram presentes no evento os diretores da ANP, ex-diretores e autoridades, como o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Wellington Moreira Franco.

“O Brasil está de volta ao cenário do mercado de petróleo mundial”, afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

Na 2ª Rodada, o ágio do excedente em óleo ofertado foi de 260,98% e, na 3ª Rodada, de 202,18%. A 1ª Rodada de Partilha, realizada em 2013, que ofereceu a área de Libra, teve ágio zero, uma vez que a área foi arrematada pelo excedente em óleo mínimo definido no edital.

Nas licitações sob o regime de partilha da produção, as empresas vencedoras são as que oferecem ao Estado brasileiro, a partir de um percentual mínimo fixado no edital, a maior parcela de petróleo e gás natural produzido (ou seja, a maior parcela de excedente em óleo). Os bônus de assinatura, também determinados no edital, são fixos.

O sucesso das rodadas reflete as mudanças regulatórias realizadas pelo Governo brasileiro, que tornaram o ambiente de negócios no País mais atraente a empresas de diferentes portes, e a própria atratividade das áreas, uma vez que o pré-sal brasileiro possui um dos maiores potenciais de reservas a serem desenvolvidas no planeta.

Entre os aprimoramentos na legislação esteve o fim da obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única no pré-sal, abrindo oportunidade para a entrada de outras empresas.

De acordo com a legislação atual, a Petrobras tem o direito de preferência para atuar como operadora nos blocos do pré-sal. A empresa optou por ser operadora com no bloco unitizável ao Campo de Sapinhoá (Entorno de Sapinhoá), da 2ª Rodada, e também nos blocos de Peroba e Alto de Cabo Frio - Central, da 3ª Rodada. Nos três blocos, as ofertas vencedoras foram de consórcios liderados pela própria Petrobras.

Veja abaixo o resultado de cada rodada:

2ª Rodada de Partilha

Bacia

Setor

Blocos

Empresa/consórcio vencedor

Excedente em óleo ofertado

Santos

SS-AUP2

Sul de Gato do Mato

Shell Brasil (80%*) e Total E&P do Brasil (20%)

11,53%

Entorno de Sapinhoá

Petrobras (45%*), Shell Brasil (30%) e Repsol Sinopec (25%)

80%

Norte de Carcará

Statoil Brasil O&G (40%*), Petrogal Brasil (20%) e ExxonMobil Brasil (40%)

67,12%

3ª Rodada de Partilha

Bacia

Setor

Blocos

Empresa/consórcio vencedor

Excedente em óleo ofertado

Santos

SS-AUP2

Peroba

Petrobras (40%*), CNODC Brasil (20%) e BP Energy (40%)

76,96%

SS-AP1

Alto de Cabo Frio Oeste

Shell Brasil (55%*), CNOOC Petroleum (20%) e QPI Brasil (25%)

22,87%

Campos

SC-AP5

Alto de Cabo Frio Central

Petrobras (50%*) e BP Energy (50%)

75,8%

 

*Operadora

Diferenças entre as rodadas

A 2ª Rodada ofereceu quatro blocos com jazidas unitizáveis, ou seja, adjacentes a campos ou prospectos cujos reservatórios se estendem para além da área contratada: Sul de Gato do Mato, Norte de Carcará e Entorno de Sapinhoá (Bacia de Santos) e sudoeste de Tartaruga Verde (Bacia de Campos). A unitização ocorre quando uma jazida se estende por áreas pertencentes a operadores diferentes ou entre áreas contratadas e ainda não contratadas.

Já a 3ª Rodada ofertou quatro blocos localizados nas bacias de Campos e Santos, na região do polígono do pré-sal, relativas aos prospectos de Pau Brasil, Peroba, Alto de Cabo Frio-Oeste e Alto de Cabo Frio-Central.

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